quarta-feira, 20 de junho de 2012

MEMORIAL: A gestão escolar na visão do Progestão

                                        Dedicatória


                In memória de Maria Nóelia Batista, minha mãe que aos 17 anos me trouxe ao mundo, ainda na sua adolescência lutou com muito sacrifício para nos criar e nos dar a oportunidade de estudar. A ela que nos seus últimos dias de vida no leito de um hospital sofrendo dores intensas se preocupou em não deixar transparecer a sua dor, mesmo quando eu vi nos seus olhos tão grande dor. Vi e vivi com ela um exercício doloroso de paciência e serenidade que a vida pôs diante de nós nesta jornada do Progestão.
               Em especial a minha irmã Márcia que sempre me ajudou nos estudos durante o curso, esclarecendo - me as dúvidas. A meu esposo Justino “Tininho” que sempre esteve me apoiando e encorajando-me a prosseguir sendo companheiro e compreensivo. A toda a minha família que sempre está unida na alegria e na dor, isto me fortalece, pois tenho a certeza de saber que se eu “conhecesse todos os mistérios da ciência, e ainda que eu tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes e não tivesse o amor, eu nada seria”. (I aos Cor 13:2).Sobretudo o amor de vocês. 

                                         Agradecimentos



            Ao senhor Deus, que constantemente me fortaleceu dando-me ânimo, coragem e determinação, para enfrentar os momentos alegres e difíceis com humildade.

            Especialmente aos vivenciados quando na realização deste trabalho. A minha irmã Márcia e meu irmão Isaac que me apoiaram.

             Agradeço a todos que fazem parte da minha vida, mesmo os que estão um pouco distante, mas que deixaram um pouco de si em mim.

             Nesta relação estão as seguintes pessoas: a professora Lucimar da Silva Vespasiani que foi minha professora na segunda série primaria e por sua paciência iniciei minha vida no mundo da leitura e que também como secretaria da Educação Municipal me deu a oportunidade de participar do curso, a Professora Antonia Benevides “Tonita” que para mim é referencial como professora e como ser humano.

            Enfim em tudo agradeço a Deus por me dar força e certeza na hora da fraqueza e na hora da incerteza, ajudando-me a continuar a minha caminhada.

1.    Introdução

         O presente Memorial é um dos requisitos avaliativos do Programa de formação continuada de gestores escolares o Progestão, composto da seguinte forma:

 No capitulo I, descrevo a minha trajetória individual, início de minha vida escolar, a minha trajetória profissional no campo educacional, destacando a minha formação profissional e os principais cursos de aperfeiçoamento e atualização que participei. Registro também a minha formação acadêmica e o inicio do primário nessa instituição onde trabalho.

 No segundo momento registro as minhas memórias e perspectivas de estudo e pesquisa em relação a este curso o Progestão, enfim apresento a conclusão desse trabalho fechando com a minha autoavaliação.

Capítulo I.

Neste capítulo, descrevo a minha trajetória individual, revivendo as memórias da minha infância, focando o inicio da vida escolar, agora com o olhar de educador e descrevo também a formação profissional e a atuação como professora na rede municipal.



2.1. TRAJETÓRIA INDIVIDUAL

2.1.1. Início da vida escolar

         Antes de começar a freqüentar a escola regular estudei numa banca, pois os pais naquela época tinham o interesse em pagar alguns meses de estudo para que os filhos aprendessem o ABC como era chamado um pequeno livro que continha todo o alfabeto e palavras de uma e duas sílabas. O estudo inicial dos números, isto era considerado muito importante para a aprendizagem e o sucesso escolar do aluno. Visto que as escolas só matriculavam as crianças a partir dos sete anos e já ingressavam na 1ª série atual 2º ano.

Fui matriculada na 1ª série aos sete anos na Escola Getúlio Vargas situada no mesmo bairro onde eu morava, entrei na escola no ano de sua inauguração. Nesse mesmo ano tive a experiência mais frustrante de minha iniciante vida escolar. Durante o ano tivemos várias professoras e na metade do ano fomos transferidos para Ginásio Municipal Antônio Simões Valadares no turno vespertino a nossa escola recebeu um grupo de trabalho e estudo chamado Projeto Rondon, desse ano a professora durante a lição eu ainda não tinha segurança estava vacilando e ela se irritou e acabou furando meu braço com o lápis.

A professora da 2ª série me deixou uma boa marca, pois era generosa e paciente, quando eu me atrasava copiando a tarefa sempre deixava que eu terminasse durante o recreio. Um dia, ouvi falando com outra professora que eu estava progredindo que eu estava ficando com a “letrinha bonitinha” e já estava aprendendo a ler. Isso me deixou bastante contente e fiquei com muita satisfação, então cada dia me esforçava para melhorar a letra e a leitura, passei a ler tudo o que via escrito em embalagens e logo passei a pedir livros emprestados na biblioteca do senhor Robério Pinto de Azeredo.

Cursei 4ª série no Colégio Estadual Belarmino Pinto, pois a Escola Getúlio Vargas não tinha 4ª série. O Ensino Fundamental II cursei todo no Ginásio Municipal Antônio Simões Valadares à direção do ginásio era bem rígida e os professores correspondia com a rigidez no mesmo grau, lembro-me de como era difícil e muito levada a sério a disciplina Educação Física que era somente prática e acontecia das 05h30min as 06h30min, voltavam às pressas para casa para as 7 h e 30 min. para assistir as cinco aulas que tínhamos todos os dias.

Ingressei em 1988, no ensino médio numa instituição particular denominada Colégio Imaculada Conceição, que foi uma iniciativa do padre da paróquia de Itiúba Sandro Vespasiani e alguns funcionários do DNOCS, pois até então não contávamos com ensino médio gratuito. No ano de 89 passamos a ter o ensino médio gratuito por iniciativa do governo estadual que tornou público o ensino que era oferecido nas instalações da Escola Nuclear Belarmino Pinto que passou a ser Colégio Estadual Belarmino Pinto e em 91 concluí o magistério.

            Em 2002, surgiu a oportunidade de ingressar no ensino superior e participei da seleção da UNEB 2000, que oferecia o curso de Pedagogia. Conclui o curso em 2007 com a monografia Memórias das Educadoras Aposentadas de Itiúba, que falava da trajetória de algumas professoras, suas práticas pedagógicas, seus ideais de educação, sonhos e realizações profissionais.

No inicio de 2007 no município de Itiúba dá-se inicio ao curso de formação continuada o Pró-Letramento de Língua Portuguesa com a carga horária de 200h curso presencial. Início de 2008 teve a continuação do curso desta vez à etapa de Matemática também com a carga horária de 200 h presenciais.

 
        

    2.1.3. O PROGESTÃO

O Progestão é um programa de capacitação à distância para gestores escolares. Ele é um curso de formação continuada. Elaborado para assegurar um padrão comum de qualidade na formação de gestores de escolas públicas de estado e município e tomou como referencial o resultado de pesquisas que apontam a relação do resultado da aprendizagem dos alunos com o desempenho das equipes escolares e as dificuldades enfrentadas pelos gestores escolares ao lidar com os seguintes aspectos: condução dos processos participativos; relação com a comunidade coordenação pedagógica da escola; gestão financeira; evasão e repetência; violência; indisciplina; articulação do corpo docente e administrativo; e funcionamento dos conselhos escolares, entre outros. Tem como objetivo formar lideranças escolares comprometidas com a construção de um projeto de gestão democrática da escola pública, focada no sucesso dos alunos das escolas públicas de ensino fundamental e médio.

Cada módulo traz na sua discussão informações valiosas que colaboram para um projeto de sociedade e educação democrática. Diante desse projeto de social de educação para a liberdade esta é escola que todos desejam com bases sólidas construídas democraticamente, participativa com gerenciamento transparente dos recursos financeiros, a ética é o principal fundamento da democracia que desperta o sentimento de coletividade em todos numa escola para todos.

Algumas dificuldades foram encontradas, uma delas foi à participação dos demais profissionais em torno do objetivo do Progestão. Muitos ao serem convidados a participar das atividades propostas pela equipe do Progestão mostravam pouco interessados. Isso se deve ao pensamento de que somente o gestor é responsável pela administração de pessoal, dos recursos materiais, financeiros, pedagógicos e do patrimônio escolar, como também a organização do cotidiano escolar. Mas o Progestão veio despertar em nós o estimular da participação de funcionários da escola, do conselho, do colegiado, das famílias, da comunidade e as parcerias. Provocou nos gestores a necessidade de atualizar-se com as a políticas públicas, repensar a avaliação como um todo, tanto da aprendizagem como a avaliação da instituição, enfim descentralizar as responsabilidades para que todos possam participar nas tomadas de decisões.

As dificuldades enfrentadas se relacionam com um dos fatores que colabora para as diferenças que é o fator cultural, pois a escola recebe alunos vindos da zona rural e da sede nos seus três turnos de funcionamento tornando-se um espaço conflituoso das relações que se reflete através das agressões físicas e verbais enfrentadas por todos no dia-a-dia. Para que pudéssemos superar essas diferenças geradoras de violência no interior da nossa escola e reduzir esses conflitos foi preciso organizar várias parceiras como foi sugerido no estudo do módulo Progestão. Juntamente com o CRAS (Centro de Referência e Assistência Social), o CREAS (Centro de Referência Especializada e Assistência Social) e o Conselho Tutelar que atuarão junto à escola no propósito de atender a todos com o objetivo de melhorar a convivência entre alunos, pais e escola.

As expectativas em torno do Progestão sempre foram de que o curso nos traria contribuições valiosas em torno não só da gestão escolar, como também em outros aspectos da educação e das relações que seriam construídas ao longo do curso com outros colegas e que essas novas relações estabelecidas, iriam melhorar o processo de gestão escolar através da interação e troca de experiências vividas por cada um. Que enriqueceu as nossas vidas e de todos os envolvidos nesse processo direta ou indiretamente. Por que a partir do vivido no decorrer do Progestão acredito que na nossa escola houve uma progressão em todos os sentidos.

A gestão escolar participativa e democrática agora é o foco principal em todos os processos da educação do município de Itiúba, pois entendo que gestão escolar são processos que envolvem a todos e o Sucesso depende de todos.

Capítulo II

Cabe-me nesse capítulo descrever o cotidiano dessa instituição escolar e os estudos dos módulos com a descrição das atividades executadas e a reflexão das competências adquiridas ao longo do Programa Progestão.

2. DO COTIDIANO ESCOLAR ÀS MUDANÇAS DESEJADAS

         O Ginásio Municipal Antônio Simões Valadares é uma instituição que atende o município desde o ano de 1969, prestando os seus serviços a população da sede, dos povoados e fazendas do município, está situada à Rua Ademir Simões de Freitas, no bairro do Alto. Ofertando os cursos de Ensino Fundamental I e II, Educação Infantil e a Educação de Jovens e Adultos segmentos I e II.

            Como as demais instituições escolares do município necessita de recursos para oferecer educação de qualidades aos que dela necessitam, o Progestão vem de encontro a esses  anseios de mudanças uma vez que o mesmo orienta a organização patrimonial, financeira, administrativa e pedagógica.

2.1. Módulo 1 - Articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da comunidade.

           O módulo I destaca a função social da escola, situando a historia da política do Brasil e da educação de uma forte tradição de uma escola para poucos. Essa situação começou a mudar já no século XX, depois da Proclamação da Republica. Estudar algumas ideias sobre a escola no passado e no presente é importante para a gestão escolar, pois dá a capacidade de compreender o contexto e as relações em que se desenvolve a prática educativa.  A escola onde trabalhamos não está solta no espaço, mas articula-se com o movimento mais amplo e mais largo da história da educação no mundo e no Brasil. Quando nos situamos nesse mundo e nessa história, mais facilidades têm de compreendermos o presente e buscar a mudança daquilo que pode ser mudadas.

             Revela que somente a partir do século XX há mudanças no campo da educação com os eventos e datas importantes de diferentes aspectos da vida brasileira: a cultura (Semana da Arte Moderna), a economia (quebra da Bolsa de Valores de Nova York), a política (Revolução de 1930 e Estado Novo) e a educação (Manifesto dos Pioneiros). As ideias do movimento da Escola Nova foram incorporadas à Constituição de 1934 que estabeleceu a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário. Em 1961 tivemos a primeira LDB Lei de Diretrizes de Bases de Educação de âmbito nacional (Lei nº 4024/61), a partir de 1964 novas reformas veio com duas leis importantes a Lei nº 5.540/68, que desencadeou a reforma universitária; e a Lei nº 5.692/72, que reformou o ensino primário e secundário, ampliando a oferta da escolaridade de quatro para oito anos, instituindo o ensino de 1º e 2º graus e propondo a profissionalização do ensino.

            Destaca o trabalho da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI instituída pela UNESCO que produziu relatório no qual a educação é concebida a partir de princípios que constitui os quatro pilares da educação: aprender a conhecer significa não tanto a aquisição de um vasto repertório de saberes, mas o domínio dos próprios instrumentos do conhecimento. Aprender a fazer exprime a aquisição não somente de uma qualificação profissional, mas de competências que tornem a pessoa apta a enfrentar variadas situações e trabalhar em equipe. Aprender a conviver quer dizer tanto a direção da descoberta progressiva do outro e da interdependência quanto à participação em projetos comuns. Aprender a ser significa contribuir para o desenvolvimento total da pessoa: espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, capacidade para se comunicar, espiritualidade.

            Destaca que é por meio da eleição que a democracia se configura como processo e ela é construída no cotidiano das nossas relações, sendo fruto do trabalho coletivo que se realiza na escola, por meio de seus múltiplos espaços de participação.

            Quanto à relação da escola com a comunidade ela se faz com a participação dos pais que lutam para seus filhos freqüentar a escola, sabe o valor que o conhecimento tem na vida em sociedade, esses alunos estão na escola para ter acesso ao conhecimento. Os professores estão na escola para garantir esse conhecimento de forma mais direta, cabendo - lhes desenvolver situações de ensino-aprendizagem que possibilitem aos alunos a aquisição do conhecimento sistematizado. A equipe dirigente e técnica estão na escola para assegurar condições propícias ao encontro entre alunos e professores.

            Ressaltou a importância de um local de encontro para a troca sistemática de conhecimentos no interior da própria escola que é a sala de aula. Se professores e alunos juntos são capazes de construir a aventura de conhecer, a missão da escola se cumpre. Caso contrário, o insucesso não é apenas dos alunos, mas também dos docentes. Por isso é importante que o gestor perceba se: existe distanciamento entre a escola e a comunidade, provocado pelas expectativas não atendidas de ambas as partes, se a natureza da participação demandada pela escola às famílias é limitadora de seu desenvolvimento na vida escolar. Quando os pais se envolvem na educação dos filhos, a chance de sucesso das crianças nos estudos é muito maior.

            Destaca a ideia de que a cultura diz respeito a todo o modo de vida de uma sociedade, e se refere à forma como as pessoas e os grupos sociais produzem sua própria existência a partir das influências que recebem. Na vivência diária de uma instituição e de um lugar, as pessoas e os grupos que aí se formam vão também produzindo novos modos de vida humana e assim recriam a cultura geral.

             Conclui que uma escola identificada por sua cultura específica detém força para influir na cultura da comunidade. Conforme as características da comunidade e as intenções do pessoal da escola, ela poderá se transformar em pólo de desenvolvimento da própria comunidade.

            Durante o estudo deste módulo fizemos as reuniões com os profissionais da escola, proposta como atividade um do caderno de atividades. Seguimos as orientações do Progestão que foram fundamentais para o envolvimento e participação dos mesmos nas reuniões que teríamos daí por diante. Tudo correu num clima onde todos se sentiram a vontade para falar, ficou claro que nenhuma escola poderá alcançar objetivos significativos, para os alunos e a comunidade na qual está inserida, se não tiver um projeto que norteie e dê suporte à ação de cada um dos seus agentes. A equipe escolar percebeu a necessidade de trazer para sua prática pedagógica questões de interesse da comunidade, com suas opiniões, experiências, necessidades e sua cultura para ajudar na formação dos seus filhos e demais integrante da escola.

Na atividade três -reunião entre os profissionais da escola e as famílias- seguimos as orientações do Progestão como presidir uma reunião, com a pauta em mãos, os objetivos traçados, tudo ficou mais prático. À medida que todos foram envolvidos na reflexão sobre a escola, sobre a comunidade, sobre os objetivos a serem alcançados por meio da ação educacional sentimos que se instalou um clima de maior confiança das famílias com a escola e uma maior percepção de que o desenvolvimento do aluno requer a participação da família. Sentimo-nos encorajados a convidar mais vezes à comunidade a participar e interagir com a escola em seus eventos e reuniões.

Ficou muito claro que é importante que a equipe da direção escolar tenha disponibilidade para atender aos alunos e ouvi-los, sobre suas opiniões, dar espaço aos mesmos para buscarem algumas informações e aos seus familiares também porque são essas ações que operam transformações no cotidiano escolar.  Na tentativa de superar as dificuldades e atender bem aos nossos alunos a escola disponibiliza de uma caixa de sugestões onde os alunos podem deixar suas sugestões e reivindicações sobre vários aspectos do cotidiano escolar não sendo preciso se identificar. Após a leitura das sugestões a equipe da direção faz uma análise das questões de maior peso e se reúne com todos os profissionais da escola para buscar corrigir as possíveis falhas.

    Estudar o módulo e executar as atividades propostas foi muito bom, nos ajudou a ter maior clareza nas ações e os objetivos traçados ficaram mais fáceis de alcançar. Dividimos as tarefas, cada profissional da escola tem habilidades para conduzir alguns trabalhos de forma diferenciada do outro e assim o sucesso é alcançado por toda a equipe escolar.

               Na busca de mais informações nos arquivos da escola encontrei um comunicado de convocação para o Iº Encontro Regional de Educação com o Tema: “A escola pública e seu compromisso social” e os subtemas: A Escola Pública e sua relação com a Comunidade e O ensino público em Novo contexto Político-Administrativo. Que aconteceu em Juazeiro-Ba nos dias 22,23 e 24 de outubro no ano de 1987, no Centro de Cultura João Gilberto. O objetivo desse encontro com educadores, alunos e a comunidade era redefinir uma ação conjunta que visava à revitalização da Escola Pública. Este documento segue em anexo.

  2.1.2 Promover, articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar.  

            O estudo do módulo II enfatiza de maneira clara os processos necessários para promover atividades e exercer funções que promovam a presença e o fortalecimento da atuação das pessoas no interior das escolas. O modo democrático de gestão envolve o exercício do poder, incluindo os processos de planejamento, a tomada de decisões e avaliação dos resultados alcançados. Fortalecer procedimentos de participação das comunidades escolar e local no governo da escola, descentralizando os processos de decisão e dividindo responsabilidades.

             Destacando os processos de gestão da escola e o envolvimento de ações que procuram estimular a participação de diferentes pessoas e articular aspectos financeiros, pedagógicos e administrativos para atingir um objetivo especifico: promover uma educação de qualidade “que abranja os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (Lei de diretrizes de Bases da Educação Nacional, nº 9394/96, art.1º).

             Ressalta a importância da construção de mecanismos de participação da comunidade escolar, como: Conselho Escolar é um órgão de representação da comunidade escolar. Instância colegiada que deve ser composta por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar e constitui-se num espaço de discussão de caráter consultivo e/ou deliberativo. Conselho de classe é mais um dos mecanismos de participação da comunidade na gestão e no processo de ensino-aprendizagem desenvolvido na escola. Associação de pais e mestres, enquanto instância de participação constitui-se em mais um dos mecanismos de participação da comunidade na escola. Grêmio estudantil constitui-se em mecanismo de participação dos estudantes nas decisões do cotidiano escolar e em seus processos decisórios, constituindo-se um laboratório de aprendizagem da função política da educação e do jogo democrático. Esse processo de participação na escola ajuda a comunidade a reconhecer o patrimônio das instituições educativas-escolas, bibliotecas, equipamento como um bem público comum que oferece vantagens e benefícios coletivos.

             O papel da equipe gestora é a responsabilidade de assegurar a autonomia da escola, buscar novas oportunidades e articulá-las com os objetivos e as atividades do projeto pedagógico, pois as ações voltadas para o exercício da autonomia articulam as dimensões pedagógica, educativa, administrativa, financeira e jurídica e tornam a equipe escolar mais responsável pelos acertos e erros das decisões tomadas.

             Identifica como competência dos poderes públicos garantirem o financiamento da educação pública e, aos gestores garantir o bom uso desses recursos. A transparência na definição no uso dos recursos e o seu controle social são fundamentais para uma gestão participativa e a organização dos diversos segmentos da escola é fundamental para que a escola consolide sua autonomia e seu projeto pedagógico.  As ações de um colegiado ou conselho escolar atuante vão desde participar na elaboração e acompanhamento do Projeto Pedagógico da Escola até cuidar da transparência dos aspectos administrativos, financeiros e educacionais.

         Define então o gestor como líder que deve; ser um mediador entre o sistema de ensino e a unidade escolar e a comunidade local, manter-se atualizado com as políticas e diretrizes educacionais em nível nacional, estadual e municipal, socializando-as na escola. Zelar pela organização administrativa e educacional, definida no Projeto Pedagógico da escola, manter organizados e atualizados os registros da escola de maneira sistemática, também é uma das suas atribuições como também preparar e propor orçamentos, incluindo previsão de custos e despesas e trabalhar a proposta do sistema de ensino cooperativamente com a comunidade escolar local.

          A organização do tempo escolar também é responsabilidade da equipe gestora, pois se refere ao calendário que abrange: o inicio e o fim do ano letivo, o número de dias letivos, as férias, os períodos escolares em que o ano é dividido, os feriados, as datas de avaliação, o tempo reservado para as reuniões, planejamento e cursos, além da distribuição da carga horária entre disciplinas ou áreas de conhecimento.        

            Diante das atividades proposta no caderno de atividades realizamos a quinta atividade. Estabelecendo relações entre a escola e a comunidade. Começamos com o que disse Paulo Freire (1997):

“Tudo o que a gente puder fazer no sentido de convocar os que vivem torno da escola, e dentro da escola no sentido de participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão. Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido ainda é pouco, considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós que é o de assumir esse país democraticamente”

                                                                   

         Uma educação de qualidade depende de uma boa relação entre familiares, gestores, professores, funcionários e estudantes.

          O desenvolvimento da atividade cinco, Estabelecendo relações entre a escola e a comunidade foi muito importante. Serviu como ponto de partida as informações que coletamos de forma objetiva; até onde as pessoas que estão envolvidas direta ou diretamente com a escola, se interessavam pelas atividades desenvolvidas dentro e fora dela, o que pensavam a respeito das questões ligadas a ela, interessavam-se pelas atividades da escola?E também o grau de envolvimento das mesmas nos processos de mudanças que estão ocorrendo dentro da escola.   Através destas questões fizemos uma reflexão e organizamos melhor nossos trabalhos de forma a agregar melhor a participação da comunidade nas ações da escola com as reuniões de Pais e Mestres, Dia da Família na Escola, as datas comemorativas e os festejos juninos. A atividade sete, Projetos, deveres e obrigações: expondo as diferenças. Desde o inicio do ano letivo elaboramos o nosso Plano de Ação que é uma proposta conjunta de todos os profissionais da escola e tem como objetivo geral: planejar e organizar as atividades didáticas e administrativas, conforme proposta pedagógica. Nesse plano de ação temos: as ações coletivas, como fazer /recursos, os responsáveis e o período de realização. Com as metas traçadas foi possível motivar melhor e envolver os funcionários e professores nas ações desenvolvidas pela escola que tem como objetivo maior ensinar o aluno o que ele ainda não sabe e ampliar seus horizontes.

           Nessa perspectiva temos a cada ano uma Ação Global que envolve toda a equipe escolar, alunos professores, funcionários de apóio e membros da comunidade externa, que juntos participam de diversas atividades propostas para este dia. Neste ano contamos com a participação da Secretária de Saúde, Funcionários dos Correios, Psicólogos, Terapeutas e profissionais de beleza que prestaram relevantes serviços à comunidade estudantil neste dia.


         2.1.3 Articular a gestão pedagógica da escola com as políticas públicas da educação para a melhoria do desempenho escolar

            O módulo X está voltado para a promoção da articulação necessária entre gestão pedagógica da escola pública e as políticas da educação. Tendo como objetivos específicos, compreender os sentidos dessas políticas da educação na determinação do desempenho da escola, em níveis demonstrativos de qualidade do ensino; descrever elementos que expressem a qualidade da mesma a partir das políticas educacionais, estabelecerem relações entre fatores privilegiados pelas políticas públicas voltadas para a melhoria do desempenho nas práticas educativas, analisar diretrizes das políticas educacionais e sua articulação com o Projeto pedagógico.

         As políticas públicas educacionais abrangem todo o território nacional e constituem as diretrizes e bases da organização da educação nacional. As políticas educacionais e o PP andam juntos, por que todo ato educacional é um ato político que condensa muitas decisões e por que o PP encerra a política pedagógica da escola: as suas escolhas e os princípios norteadores das atividades da escola. Para que se possa caminhar com segurança é preciso observar sempre as políticas públicas, leis, decretos, portarias normas e diretrizes vigentes e incorporá-las ao Projeto pedagógico.

         Este módulo discute também a avaliação externa, processo por meio do qual a instituição é analisada por agentes externos a ela, independentes da formulação, aplicação dos resultados da ação que avaliam. A avaliação externa é planejada e realizada tendo como foco de interesse o desempenho dos alunos. Constitui um importante instrumento para avaliação da melhoria da educação em nível nacional e de aperfeiçoamento da prática escolar.

             Cita como exemplo de avaliação externa a Prova Brasil que tem como foco a unidade escolar, visando retratar a realidade de cada escola, em cada município, pois a mesma é uma avaliação em larga escala, os seus questionários respondidos pelos alunos buscam coletar informações a respeito do seu contexto social e capital cultural. Os resultados da mesma junto com as informações de fluxo escolar, dados do Censo Escolar da Educação Básica integram o IDEB o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.

           A interpretação pedagógica dos resultados obtidos pela escola nas avaliações externas é fundamental para aperfeiçoar o Projeto pedagógico e para a democratização da escola. As políticas nacionais reclamam a melhoria da qualidade da educação a partir dos princípios de autonomia, da colaboração, da participação, da igualdade de oportunidades e da inclusão social.

           Ao desenvolvermos a atividade um - Por que e como articular o Projeto Pedagógico da escola com as políticas educacionais? Fizemos uma releitura do nosso Projeto Político Pedagógico que tem entre suas metas: o Reforço Escolar, Dia da Família e a construção da Biblioteca Escolar. Destacamos o Reforço escolar uma das políticas educacionais do Programa Mais Educação que é oferecido aos alunos no turno oposto. Esta ação melhorou o desempenho dos alunos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, pois contamos com o apoio dos professores destas disciplinas que já sabiam das dificuldades destes alunos para ajudá-los. A atividade sete de posse dos resultados da última edição Prova Brasil percebemos que precisamos rever nossos instrumentos teóricos metodológicos para que possamos alcançar objetivos significativos para os alunos por meio de uma ação educacional com um novo significado para eles, pois precisamos elevar o nível de aprendizagem dos mesmos de forma realmente significativa.

               Uma das dificuldades percebidas no rendimento dos resultados da Prova Brasil para nossos alunos, era justamente o fato de eles ainda não terem passado por uma avaliação neste nível. Para que pudessem se sentir mais seguros a equipe da direção, coordenação e os professores do 5º ano em conjunto decidiram aplicar um simulado da Prova Brasil para que assim nesta edição o resultado seja de acordo com o que nossa equipe espera.

                 2.1.4 Desenvolvendo a avaliação institucional da escola

O estudo do módulo IX trata da avaliação institucional da escola. Um processo muito complexo, que tem como objetivo o aperfeiçoamento da qualidade da educação. Na década de 90, o Ministério da Educação programou alguns programas de avaliação: o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (Paiub), o Exame Nacional de Cursos –“Provão” (ENC) e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

             Conceitua a avaliação institucional e o seu objeto de análise que são as instituições e políticas públicas.  Refere-se ao seu desempenho global, considerando todos os fatores envolvidos em face dos objetivos ou da missão da instituição, no contexto social, econômico, político e cultural no qual está inserida. Analisa os processos de funcionamento e os resultados alcançados: leva em consideração a realidade social, buscando identificar os fatores favoráveis ao bom andamento (da instituição ou da política) e aqueles responsáveis pelas dificuldades, sempre com a finalidade de oferecer subsídios para a superação.

            Divide a avaliação institucional em ações metodológicas e etapas que se baseiam três critérios. A visão de totalidade significa que a escola deve ser avaliada no seu todo, envolvendo serviços, desempenhos e suas inter-relações. O referencial maior será o projeto pedagógico da escola. Participação coletiva no processo de avaliação: pais, alunos, funcionários, professores, gestores e representantes da comunidade local. Pela participação coletiva será assegurada à comunidade escolar a sua representatividade, nela estarão todos os segmentos que fazem a escola. E por último planejamento e acompanhamento, que é um processo seqüenciado, organizado e de articulações constantes, coordenado por um grupo de trabalho da escola (GT). É por meio dessa ação que poderá ser assegurada a continuidade do processo para que ele não se limite ao levantamento de informações.

                Destaca a importância de elaborar relatórios do processo de avaliação institucional da escola, o relatório é um valioso instrumento de registro de um processo de construção coletiva. Nele deverão estar os dados essenciais coletados durante a avaliação, num esquema apropriado ao desenvolvimento do processo (dimensões, categorias e aspectos analisados), mas com escrita simples e clara, para facilitar a divulgação dos resultados e os estabelecimentos dos planos de ação.

               Define os usos ou benefícios variados e os diferentes beneficiários dos resultados da avaliação institucional. Sendo usos pessoais: alunos, pais, professores e outros trabalhadores em educação tomam conhecimento de seu desempenho e do desempenho da escola, podendo identificar os seus acertos, para ampliá-los e os seus equívocos a serem superados; os usos para a instituição: a escola pode definir melhor suas prioridades, desenvolvendo ações de estímulo para ampliar acertos e seus sucessos e ações de correção para superar os equívocos e insuficiências; usos para o sistema educacional: são as secretárias de Educação que definem as prioridades da política educacional com mais segurança, corrigindo os erros e insuficiências e estimulando as ações (programas, projetos) que produzem bons resultados e os usos para a sociedade: são as famílias e todas as organizações sociais que pode acompanhar o desenvolvimento da educação, cobrando e apoiando para que ela alcance seus objetivos.

              A atividade um - Definindo justificativa e relevância da avaliação institucional da escola. A cada módulo nos deparamos com um tema cada vez mais interessante este foi mais um deles. Para o desenvolvimento desta atividade elaboramos questionários específicos, que foi dirigido a alunos, funcionários e professores. De posse dos resultados, identificamos o pensamento dos mesmos sobre o papel da educação, a função social da escola e o sistema educacional do nosso país e assim estabelecemos relações hierárquicas nas tomadas das decisões e no cumprimento das mesmas para o aperfeiçoamento da qualidade da instituição escolar. Atividade quinze- Compreendendo os sucessos ou resultados positivos e as dificuldades ou insuficiências. Usamos como base os resultados da avaliação institucional, foi importante a participação de todos para que pudéssemos interpretá-los adequadamente usamos o nosso conhecimento sobre nossa escola e sobre a educação. Assim na dimensão pedagógica temos nosso currículo definido de acordo à faixa etária, a avaliação paralela que ocorre a cada unidade e a aprendizagem sendo a principal meta dos nossos professores. Encontramos nos arquivos um histórico escolar de um aluno que nos possibilitou analisar as práticas e metodologias usadas na instituição escolar, pois nele contém as formas de avaliação utilizada e também as disciplinas que continha no currículo escolar da época. Na dimensão administrativa tem um colegiado atuante, o controle dos documentos e registros é feito pela secretaria da escola como os dados de aprovação e reprovação, a direção, coordenação e professores decidem sobre os festejos e eventos da escola, a infraestrutura da escola ainda precisa melhorar. As relações pessoais precisam ser modificadas entre alunos x alunos, alunos x professores e demais funcionários da escola, relação entre pais x professores e comunidade.

            Assim percebemos que cada dimensão precisa ser ajustada de acordo as necessidades que surgiram como: a aprendizagem dos alunos, a metodologia aplicada, as condições das salas de aula, os banheiros, a biblioteca escolar, enfim as relações dos alunos entre si e da comunidade local.

           Na parte administrativa encontramos um documento de uma portaria interna feita pela diretora em 17/10/88. Dirigida ao Conselho de Classe com três resoluções, quanto ao direito de recuperação conforme anexo que se segue.


  2.1.5 Promover a construção coletiva do projeto pedagógico da escola


           O módulo III, aborda discussões importantes para a construção do Projeto Político Pedagógico da escola e da importância de construí-lo coletivamente, observando o que diz a LDB a respeito da construção pelos sujeitos que fazem a escola. Alertando também para que a construção do mesmo não seja feita apenas por uma exigência das leis que regem a educação brasileira, mas para conscientizar a todos de sua responsabilidade e dos serviços que a escola oferece a comunidade e que o mesmo deve ser de boa qualidade para todos.

            Destaca os princípios orientadores que regem o Projeto Pedagógico que são a democratização do acesso e da permanência com sucesso do aluno na escola, qualidade de ensino para todos, organização curricular, valorização dos profissionais da educação, relação entre a escola e a comunidade, autonomia e a gestão democrática.

            Chamando atenção para as dimensões pedagógicas definem o trabalho da escola como um todo, o administrativo e financeiro são os aspectos gerais de organização, as questões gerais de captação e aplicação dos recursos, jurídica refere à legalidade das ações e a relação da escola com outras instâncias do sistema de ensino, municipal, estadual e federal. Todas essas dimensões precisam ser vistas naquilo que a escola já é e no sentido de apontar possibilidades de se transformar, contando com o trabalho coletivo dos seus segmentos. Essas dimensões devem ser analisadas considerando sua interdependência, uma vez que elas interferem umas nas outras.

            Enfatiza a importância da escola, que deve perceber-se como única na construção do seu projeto pedagógico, refletir sobre suas práticas educativas, sua realidade e suas relações com a comunidade. Com este diagnóstico da situação atual, fazer uma discussão das concepções com grupo sobre os diferentes componentes que interferem no trabalho pedagógico e execução das ações estabelecidas como prioritárias pelo coletivo. Pois o projeto pedagógico define a identidade da escola, mostrando diretrizes gerais que a mesma precisa desenvolver visando tornar o trabalho mais agradável e produtivo e com o objetivo de formar cidadãos participantes vida escolar e de suas ações de forma democrática.

              O processo de construção do Projeto Pedagógico se desenvolve a partir de três momentos interligados: a análise da sua realidade na dimensão; pedagógica, administrativa, financeira, jurídica e social. Define as linhas de atuação de acordo com os objetivos e o perfil da comunidade e dos alunos. Propõe metas a serem atingidas e acompanha e avalia o rendimento das propostas pedagógicas, dos objetivos e o cumprimento das metas, avalia o desempenho dos alunos e do corpo docente e da equipe escolar como o todo.

             O desenvolvimento da atividade quatro - Fazendo um levantamento das concepções do coletivo da escola. Partiu do levantamento das concepções que temos na escola de hoje e as que aspiramos, visamos assegurar que a escola realize sua missão: ser um local de educação, que agrega vários indivíduos de diferentes culturas, serem capaz de elaborar conhecimentos, detectar os saberes e formar valores. Identificar e trabalhar a concepção do coletivo foi uma tarefa um pouco complicada, necessitou mobilização, motivação e coordenação. Após dinamizar as concepções do coletivo foi possível o acompanhamento do projeto coletivo e a verificação da realização do que teoricamente foi proposto. A atividade oito - Por que fazer o Projeto Político Pedagógico? Partimos da idéia de uma gestão democrática e participativa, onde todos os envolvidos participam das decisões. Começamos a construção do Projeto Político Pedagógico, tínhamos um diagnóstico cognitivo e social dos alunos, que se fez com a participação dos professores e coordenação. Com o Projeto Político Pedagógico a escola ganhou maior autonomia, firmou o compromisso de atender os interesses da comunidade escolar, definiu ações educativas necessárias ao cumprimento das metas estabelecidas, criamos projetos que contribuíram para a melhoria da aprendizagem e por fim a capacitação dos professores.

             Todas essas ações contempladas no Projeto Político Pedagógico definem a identidade da escola e ajuda na melhoria da qualidade da escola e na formação dos alunos.

Na busca de desenvolver melhor o meu trabalho pesquisando nos arquivos da escola encontrei e um Histórico Escolar do Curso de Suplência de Educação Geral em nível de Iº grau que tinha como Entidade Mantenedora a Associação Brasileira de Educação Familiar (ABEFS) que estrutura o curso em três etapas e quatro estágios semestrais. Fichas individuais do aluno, do ano de 1981 e 1986 onde consta o ensino organizado por ciclo e por último uma portaria interna da direção da escola.


2.1.6 Promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola


         O módulo IV destaca o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola, para isso coloca na pauta das discussões, o currículo, professor; o aluno, a avaliação, a motivação, a aprendizagem e o desenvolvimento. No primeiro momento apresenta as teorias sobre a relação entre desenvolvimento e aprendizagem diverge os behavioristas, que acreditam que o ambiente em que vivemos é a variável mais forte na formação dos seres humanos. De outro lado há os interacionistas, que acreditam na relação estabelecida entre os seres humanos e o ambiente em que vivem. Para eles tanto fatores internos (do desenvolvimento) como fatores esternos (próprio do meio) são importantes. Um grupo importante deles, os piagetianos, supõe que a formação dos seres humanos resulta da ação do sujeito sobre o ambiente em que vive. Existem também os sociointeracionistas, que apoiados em Vygostski, defendem a idéia de que nos tornamos sujeitos humanos apenas na interação com outros seres humanos.

        O principal papel do professor é o de orientar e guiar as atividades dos alunos, fazendo com que aprendam, progressivamente, o que significa e representa os conteúdos escolares. Cabe-lhes articular o conhecimento dos alunos com o conhecimento culturalmente organizado, de modo que a próxima geração, conhecendo as conquistas das gerações anteriores, possa dar continuidade ao processo.

         Alguns princípios podem ser considerados centrais no processo de ensino aprendizagem de toda e qualquer criança ou jovem tais como: a história particular do aluno; o autoconceito do aluno; a aprendizagem que deve ser significativa, aprender motiva ,quando o que está sendo ensinado faz sentido em sua vida, os elogios, a aprendizagem vivenciada é duradoura, as aprendizagens precisam de repetição se dar de forma interessante, a aprendizagem é mais sólida quando se conhecer os erros, quando o estilo cognitivo é entendido aprender a aprender.

         Para conseguir alunos motivados e com força de vontade são fundamentais: a sala de aula organizada, os professores pacientes e competentes, aprendizagem é desafiante se oferecer tarefas interessantes.

          A presença de liderança, de coordenação, é indispensável na vida de uma equipe, alguém que incentive o grupo a pensar, analisar, planejar e para executar o que foi previsto; alguém que aponte a direção do trabalho a ser feito. Essa pessoa é o mobilizador do trabalho coletivo, o grande articulador do processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico da escola. Seu sucesso depende, com certeza, do empenho e do saber fazer pedagógico dos demais participantes ,quando se trata de liderar o grupo ,há um pedaço que é só seu e pelo qual você é o único responsável: a condução do grupo. É tarefa do líder, propor atividades instigantes, provocadoras e viáveis, para transmitir confiança e imprimir uma perspectiva de sucesso.

             É importante um processo de mobilização que faça as coisas acontecer: identificar parceiros, colaboradores que sejam capazes de contagiar os outros, para a construção de um novo ambiente escolar, um espaço vivo e atuante.

              A LDB apresenta várias possibilidades para a organização da educação básica. Está evidente que a lei segue o princípio da flexibilidade e não mais o da padronização. Estando organizado o ensino em: séries anuais ou períodos semestrais, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados e ciclos. O trabalho de reforço e recuperação da aprendizagem pode ser feito de três formas; continua paralela e intensiva.  O processo de estudos de recuperação deve planejar: a organização do tempo e do espaço; a escolha criteriosa de quem ministrará as atividades, o contato com os pais, as trocas de informações quanto às dificuldades dos alunos e por último acompanhamento e avaliação constante do trabalho e dos resultados alcançados pelos alunos.

             Tendo a escola como principal função: ajudar os alunos a construir conhecimentos, formas de pensar e sentir mais elaborado, assim como valores sociais. O currículo precisa ser mais organizado para se adequar à realidade de cada escola, articulando-se às necessidades dos alunos, às opções dos professores, à distribuição das disciplinas no quadro curricular. As relações que se estabelecem no interior da escola e as práticas adotadas no cotidiano também constituem parte do currículo e interferem no modo como os alunos aprendem. Cabe a escola programar um projeto de educação comprometido com o desenvolvimento das competências e habilidades que permitam aos alunos intervir na realidade para transformá-la. Por fim é bom sempre lembrar que é na sala de aula que se estabelece as relações entre alunos, professores e o conhecimento de todos se apropriam para garantia do sucesso e permanência do aluno na escola.

             Atividade dois – O sucesso exige acompanhamento. Conversamos com quatro professoras do segundo, terceiro, e quarto ano A e B sobre a proposta de escolher quatro alunos com baixo rendimento escolar. Percebemos um pouco de resistência das professoras em participar, pois as mesmas argumentaram de várias maneiras o insucesso dos alunos, porém não propuseram nenhuma solução. A pós a escolha fizemos um levantamento da vida escolar de cada aluno através do histórico escolar, percebemos a distorção idade série, aplicamos um questionário de acordo à série, onde detectamos as disciplinas que tinham maior dificuldade. Foi interessante que vários aspectos puderam ser percebidos; o gosto pela leitura, as dificuldades de escrita e leitura de alguns, suas preferências e com quem vivem. Ficou mais fácil planejar as devidas intervenções. Ficou acertada entre as professoras e coordenação que cada professor dentro de suas aulas trabalhe as dificuldades dos seus alunos dando prioridade a leitura e escrita e as quatro operações que são as competências básicas para os alunos concluírem as séries iniciais do fundamental I. Percebemos que uma das dificuldades dos alunos também se encontra no fato de não terem uma pessoa que pudesse lhe ajudar nas atividades que são levadas para ser feitas em casa.

              Para despertar o gosto pela leitura temos uma biblioteca bem organizada com acervos literários sempre bem atualizados e muito bem dispostos para facilitar o acesso, consulta e empréstimos aos alunos o que tem despertado em muitos o gosto pela leitura.

              Atividade três - Repensando a gestão pedagógica. Diante das propostas de organização da educação proposta pela LDB, escolhemos os Ciclos e Grupos não seriados. Fizemos uma breve apresentação do que é cada uma dessas modalidades, tendo em mente, que a gestão pedagógica é uma área muito importante da gestão escolar, visto que ela precisa satisfazer os desejos, as expectativas da comunidade escolar e favoreça uma aprendizagem significativa para alunos. A escola tem apenas uma turma com crianças na idade de seis a oito anos de idade que no início do ano letivo estava organizada por série que era alfabetização 1º ano, depois foi organizado por ciclos, com o estudo do módulo e através desta atividade ficou mais claro estabelecer uma prática pedagógica baseada na necessidade destes alunos, o que nos trouxe bom resultado.

 2.1.7 Construir e desenvolver os princípios de convivência democrática na escola.


            O módulo V traz de forma clara à temática como construir e desenvolver os princípios de convivência democrática na escola, sendo assim é missão da escola criar oportunidades para o desenvolvimento de relações interpessoais, cognitivas, afetivas, éticas e estéticas pelo processo de construção e reconstrução de conhecimentos. E também desenvolver o sentido de individualidade e de identidade do aluno, por meio da participação no processo social, no desenvolvimento de valores e atitudes. É papel da escola diante das rápidas mudanças que acontece no mundo do trabalho formar e capacitar os estudantes para a aquisição de novas competências, em função dos novos saberes que surgem é preciso articular o saber da escola com o da comunidade num relacionamento que deve promover o desenvolvimento pleno do aluno como pessoa cidadão, trabalhador etc.

            A escola que desenvolve uma convivência democrática tem espaços diversos nos quais educadores, professores, alunos, funcionários, pais de alunos e comunidade podem trocar experiências e realizar aprendizagens significativas dando assim suporte ao projeto político pedagógico da escola.

           Historicamente, a forma de organização da escola era marcada pela necessidade de ordem, regras, silêncio, imobilidade, horários padronizados e filas. Essa era a visão conservadora da escola. Felizmente, essas práticas tem se alterado com outras formas de organização da escola.

         As barreiras ao convívio democrático às vezes está na própria escola, onde existe varias formas de relacionamento. A escola, quando não oferece a perspectiva de construir junto às regras de um convívio ,de interação, pois precisa de regras e normas que orientem seu funcionamento e de convivência entre os diferentes elementos que nela atuam. Nesse sentido, as normas passam a ser compreendidas como condição necessária ao convívio social. As crianças e jovens precisam sim aderir às regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no sentido negativo: o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social, a família, a escola, a sociedade como um todo. Então é mais fácil par aos alunos seguir regras que eles ajudaram a criar, chegando à disciplina. Para definir regras, de forma democrática todos discutem, sob a condição de que todos aceitem o que a maioria decidir.

         Os diversos conceitos de indisciplina e disciplina estão ligados a vários meios: social, moral, intelectual entre outros. O consenso entre diversos grupos poderá ser a melhor saída e é importante lembrar-se da fala de Paulo Freire “Ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em comunhão, mediados pela realidade”. Desse modo a disciplina não deve ser imposta e nem tão pouco os educadores e a família estão alheios a esta função, todos devem participar da formação dos novos cidadãos de nossa sociedade.

       Ainda neste módulo percebemos a necessidade de estabelecer parcerias para que assim a escola e a comunidade na qual ela está inserida tenham um pleno desenvolvimento dos seus cidadãos. Esta abertura à comunidade com essas parcerias envolveu compromisso, responsabilidade, e confiança. A parceria para ambas as partes vem da necessidade de colaboração pra resolver problemas e/ou enfrentar desafios comuns, buscar novos horizontes e crescer juntos. Toda parceria deve gerar mudanças na escola e na comunidade, e assim suas ações previstas dentro do projeto devem ser observadas como um todo: os critérios de avaliação; os dados que a equipe deve recolher; a forma como esses dados devem chegar a cada um dos parceiros; quando serão feitas as avaliações; como serão realizados os ajustes e as correções no processo de parceria. Quando comecei a organizar o presente memorial comecei a lembrar-me do tempo em que fui aluna nesta instituição e havia entre o Banco do Brasil e a escola uma parceria não sei em que bases se deram, mas eram escolhidos alguns alunos com a finalidade de selecionar candidatos para provimento de cargo na referida agência.     Buscando nos arquivos encontrei documento enviado pela agência à instituição data de 04 de maio de 1988 que segue em anexo.

Temos no Brasil desde julho de 1990 uma legislação das mais avançadas do mundo em proteção à criança e ao adolescente. Os maus- tratos à criança e ao adolescente tornaram-se um fenômeno mundial e tem mobilizado todos os segmentos da sociedade e profissionais de todas as áreas. É necessário conhecer e compreender as leis para poder aplicá-las e /ou exigir o seu cumprimento.  Os elevados índices de repetência constituem uma forma de violência, na medida em que também castigam os alunos e suas famílias, por que os submete a constrangimentos que afetam negativamente a sua auto-estima.

             Por fim a convivência democrática não é algo que se implanta a partir de decisões de alguns poucos, ela independe de concessões de quem está no poder e encontra amparo institucional. Daí a importância do regimento escolar e de outros instrumentos legais, que podem ser construídos e utilizados pela comunidade escolar, no sentido de educar para a convivência democrática e é uma forma de garantia do cumprimento dos princípios e das regras do convívio democrático.

             Atividade um - Das mudanças “impossíveis” às possibilidades de mudar: um estudo de caso. Quando nos reunimos para desenvolver as atividades partimos, da nossa realidade, do que temos vivenciado na nossa escola e refletimos sobre os problemas do cotidiano escolar; violência verbal entre alunos, agressividade e intolerância. Pensamos quais as intervenções necessárias para mudar o ambiente escolar. Assim passamos a ter um olhar mais atento para com os alunos, sobre a forma como se relacionam com os colegas, suas relações com a família e o ambiente externo. Percebemos através do dialogo que mantínhamos com esses alunos, que suas ações são frutos das relações familiares e da convivência na comunidade da qual eles pertencem. Pequenas intervenções como apresentação de pequenas peças teatrais feitas em sala de aula, inserção de alguns alunos em atividades de monitoria na própria escola e eleição dos lideres de classe renderam bom frutos.

            Desenvolvimento da atividade dois - Uma proposta de parceria para a escola. O primeiro passo que demos foi conversar com todos os profissionais da escola incentivando a participarem com suas opiniões sobre as áreas de maiores necessidades para buscarmos uma parceria que nos ajudasse a melhorar a escola e a convivência democrática entre dos os envolvidos nela. Fizemos um projeto de parceria com o CREAS- Centro de Referência de Assistência Social fez uma visita à escola onde esclareceu aos alunos o papel do mesmo na defesa dos direitos da Criança e do Adolescente. Também falou dos direitos e deveres das crianças e dos adolescentes.

 2.1.8 Gerenciamento dos recursos financeiros da escola

            O caderno de estudo do módulo VI aborda de forma clara a temática de como gerenciar os recursos financeiros na escola, pois é um assunto que vem recebendo muita atenção por parte dos gestores da educação, em função da descentralização administrativa e pedagógica e desconcentração da aplicação dos recursos pelas quais passam os sistemas de ensino público. E com isso vem acontecendo a autonomia da escola, mesmo que condicional, abrange suas distintas áreas de atuação: pedagógica e administrativa.

            Do ponto de vista institucional e legal, a escola pública se constitui a partir do conjunto de regras e normas que rege suas atividades e função no núcleo do sistema de ensino como está determinado na Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional. Para que todo esse processo de financiamento do ensino público seja posto em ação é fundamental estar atento para as estruturas e as regras da administração pública. E o estudo deste módulo vem promover e estimular nos gestores escolares um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que lhe permitirá acompanhar a gestão dos recursos orçamentários e financeiros destinados à escola com segurança e de acordo com os princípios de autonomia, ética, eficiência e racionalidade administrativa.

            Reflete sobre a administração pública e os cinco princípios básicos que estão estabelecidos na Constituição Federal de 1988, art. 37 que são: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que determina administração da educação.

Destacando a administração da escola pública e a associação com entidade de direito privado, que não visam o lucro, mas a promoção de forma integrada com as políticas governamentais, de uma educação de boa qualidade para todos. São instituições que se formam através de caixas escolares, as associações de pais e mestres, conselhos escolares ou assemelhados, que são constituídos para atuarem como unidades executoras, que realizam parte do trabalho de administrar os recursos destinados ao bom funcionamento das escolas públicas da educação básica.

Ressalta o exercício da gestão financeira como uma das competências da escola deve exercitar as etapas de planejamento, exercer o controle dos recursos financeiros e de sua vinculação ao projeto pedagógico. Para que tudo isso aconteça de forma satisfatória na etapa inicial, na qual são planejadas as ações que se pretende desenvolver é necessário que se tenha o maior número possível de informações, para que o resultado seja próximo do real. E esses objetivos deverão resultar das discussões entre o colegiado da escola nas reuniões ou assembléias, enfim são discussões coletivas entre os segmentos que compõem a gestão participativa da escola. Os instrumentos orçamentários públicos que englobam o planejamento do setor da educação são, o PPA – Plano Plurianual, que trata de objetivos e metas a LDO- Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA – Lei Orçamentária Anual.

            Quanto às fontes de financiamento das escolas públicas há uma variedade de fontes que de uma forma ou de outra financiam as atividades das escolas públicas. Os recursos administrados pela escola são em sua maioria, oriundos de orçamentos públicos. Há também uma pequena parcela derivada diretamente da contribuição privada. Os recursos públicos a origem está nos impostos e nas contribuições sociais. Os privados vêm da própria comunidade na qual a escola está inserida, bem como de outras parcerias, contribuições, doações e até mesmo de projetos comunitários.

             No que se refere ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) tem seus recursos destinados à cobertura de despesas de custeio, manutenção e pequenos investimentos, de forma a contribuir, supletivamente, para a melhoria dos estabelecimentos de ensino beneficiários. Devendo ser empregados na aquisição de material permanente, manutenção e reparos da unidade escolar, aquisição do material de consumo, avaliação da aprendizagem a aplicação do Projeto Pedagógico e implementação do PDDE afirma que todas as escolas com mais de 50 alunos devem ter sua unidade executora para o recebimento do PDDE.

Na definição dos gastos, há o momento para planejar e último para realizá-los, é preciso está seguros da legalidade de todas as despesas a serem contempladas. Para acompanhamento e supervisão de cronogramas de desembolso devemos percorrer essas trilhas: a liberação de recursos orçamentários, liberação de recursos financeiros, a aplicação financeira dos recursos recebidos, recursos liberados e transferidos para uma entidade privada e sem fins lucrativos, as datas de entregas e de realização dos serviços devem corresponder aos prazos contratados, pagamentos realizados e datas contratuais de pagamentos. É importante para a prestação de contas terem, comprovantes de todos os pagamentos efetuados, registro no verso de contas e documentos, o meio utilizado para o pagamento indicado o número do documento e autenticação mecânica nos documentos fiscais. É necessário prestar contas à comunidade escolar com o objetivo de atender as diversas exigências legais, contábeis e sociais.

Atenta para a possibilidade de a escola estabelecer parceria para a solução dos seus problemas e aplicação de atividades voltadas para a elevação da qualidade da aprendizagem. Despertando ao gestor cuidados ao observar todas as possibilidades e os benefícios que resultará para todos os envolvidos. Para isso são fundamentais que nesse instrumento de gestão sejam traçados os objetivos, os benefícios para a escola, as metas, possíveis parceiros, ações da escola e dos parceiros, recursos mobilizados e os indicadores de resultados da parceria.

Na proposta de execução do caderno de atividades elaboramos um plano para aplicação dos recursos financeiros para atividade quatro. Juntamente com a equipe da escola nos reunimos e discutimos algumas ações, decidindo as de maior prioridade para serem realizadas, onde ficou votada a reforma do banheiro dos professores e ampliação da biblioteca visto que a ampliação da biblioteca consta no projeto pedagógico da escola. Na atividade onze onde se faz o estudo da parceria e a avaliação de seus resultados, avaliamos as vantagens, desvantagens e riscos para o patrimônio da escola e os benefícios seguindo os princípios da administração pública nas ações adotadas.

O estudo do módulo esclareceu melhor as dúvidas sobre o gerenciamento dos recursos principalmente nas atividades propostas nas unidades dois, três e quatro que ressaltam importância de se fazer a aplicação correta dos recursos a que são destinados, o tempo de sua aplicação e a prestação de contas, tudo em conformidade com o PDDE e a lei. Buscar parceria a princípio parecia muito complicado e impossível, depois do estudo percebemos que para ambas as partes há muitas vantagens e com um bom projeto de parceria podemos melhorar a nossa escola e atrair futuros parceiros.

           

   2.1.9 Gerenciar o espaço físico e o patrimônio da escola.

  
              No módulo VII as discussões abordam a gestão do patrimônio material e imaterial da escola e sua importância na definição da identidade da instituição. Esse patrimônio público, na realidade, pertence à comunidade e nela cumpre a sua função social especifica, de ensino aprendizagem. Essas funções não se encerram em si mesmas, incluem usos sociais diversificados do patrimônio escolar, que caracterizam uma extensão da escola para a comunidade, os usos devem ser feitos de forma que integrem à função pedagógica da escola e não em prejuízo desta. É importante que aja uma articulação entre gestão do patrimônio e gestão pedagógica.

              Ao patrimônio físico da escola relaciona-se o imobiliário (terreno e prédio) esse patrimônio deve ser concebido em função do projeto pedagógico da escola, que retrata a sua missão institucional. O patrimônio da escola deve ser também considerado sob uma dimensão imaterial: a sua vocação educacional e sua história. A vocação dá identidade à escola, que se afirma sob o ponto de vista legal (credenciamento e ata de criação) e de organização interna (regimento escolar, projeto político pedagógico, livros de ocorrência, atas das reuniões, conselho de classe, caderneta escolar, ficha individual do aluno). A escola não está isolada do mundo ,mas se inserida em uma rede de instituições com as elas se relaciona,exercendo sua autonomia que lhe confere a nova legislação educacional progressivamente vem lhe assegurando por esta razão a escola deve estar claramente identificada nos órgãos e nas instituições que podem lhe oferecer recursos para o desenvolvimento de seu patrimônio.

              Ao patrimônio escolar também se relacionam questões ligadas aos equipamentos, material permanente, material de consumo e material de distribuição gratuita na escola. A partir desta classificação é preciso planejar o uso de tais recursos, a organização do trabalho escolar e a gestão do patrimônio, sob a perspectiva de integrar ao projeto pedagógico. É importante para o bom desempenho da equipe de gestão escolar: a manutenção, conservação e segurança do patrimônio, que tem como foco o monitoramento, as condições de funcionamento do patrimônio e o plano preventivo de sua manutenção, conservação e segurança.

            Conhecer os conceitos básicos relativos aos processos de aquisição, manutenção e alienação de bens e de contratação de serviços para a escola é importante para que o gestor escolar cumpra com a legislação em cada uma das fases do processo de constituição do patrimônio público, observando todos esses processos, pois devem estar voltados para o interesse publico e para o devido atendimento às necessidades do Projeto Pedagógico escolar.

              São importantes procedimentos legais e administrativos que devem ser seguidos.

             Na unidade três já tínhamos estudado sobre a aquisição de equipamentos e materiais permanentes e todos os tramites legais de competência administrativa.  No desenvolvimento das atividades não perdemos o foco e o objetivo, que é uma boa gestão dos recursos físicos e materiais para alcançarmos bons índices de aprendizagem e construirmos uma educação de qualidade para todos. Em todas as atividades sempre procuramos envolver os profissionais da escola, mesmo quando parecia não se interessar para que assim ficasse claro que todos precisam participar das decisões.    

A atividade três - Você decide quadro branco ou quadro verde? Após analise das propostas feitas levamos em consideração os benéficos de um e do outro, considerando os benefícios a saúde dos professores e alunos, a questão da higiene do ambiente da sala de aula, a agilidade no desenvolvimento das aulas e a versatilidade do produto para manuseio.

 Apresentamos a atividade cinco – Que a escola não separe o que a educação uniu: a união indissolúvel da gestão do patrimônio com o Projeto Político Pedagógico. Para alcançarmos bons índices de aprendizagem dos alunos e termos professores com aulas práticas e dinâmicas desenvolvidas num ambiente acolhedor compreendemos que isso se faz com uma boa gestão escolar e também a gestão planejada dos recursos físicos e materiais. Iniciamos a atividade fazendo um levantamento do patrimônio, listando o que a escola tem em termos de mobiliário, materiais de laboratório, equipamentos eletrônicos, materiais esportivos, e também instalações físicas. E esse patrimônio compõe também a identidade e a imagem da escola é através dele que o projeto pedagógico se concretiza.

Ficou claro nesta atividade que é importante atentar para adequação dos espaços, o conforto, a segurança, as normas de qualidade e segurança de equipamentos e materiais e conhecer as medidas preventivas de manutenção e reparos para aumentar a vida útil do patrimônio. É preciso criar meios de incentivar a preservação do patrimônio escolar com campanhas educativas que valorizam e despertam o sentimento de pertencimento da escola como patrimônio da comunidade.

2.1.10 Módulo 8. Como desenvolver a gestão dos servidores da escola?

A capacidade de gerenciar os profissionais da educação dentro dos preceitos legais, avaliarem desempenho desses profissionais, qualificá-los e estabelecer um clima de satisfação, participação e integração de toda a comunidade escolar são os objetivos explícitos deste módulo.

           Definem-se como servidores da escola os profissionais do magistério em regência de classe, coordenação, suporte pedagógico, profissionais da administração, supervisão, inspeção e demais trabalhadores em educação como bibliotecários e nutricionistas. Ressalta que as funções de: direção chefia e assessoramento reservado aos servidores ocupantes de postos permanentes de trabalho obtidos por concurso público com atribuições especifica e os se vencimentos pagos pelos cofres públicos, entretanto são funções que não correspondem a cargo na estrutura administrativa.

           Ressalta a importância de ser realizada a avaliação do desempenho dos servidores para que a escola possa garantir a qualidade dos serviços, mas que seja realizada sob a coordenação da Secretária da Educação. Os melhores professores são valorizados com a progressão na carreira e com melhor remuneração, que também se faz com a entrega dos títulos que comprovam a busca do profissional pela sua qualificação que consta no plano de carreira dos professores. A formação continuada é direito garantida pela Lei de Diretrizes e Base da Educação.

         Conforme Chiavenato, (1999) pessoas podem ser parceiros, colaboradores das organizações sendo fornecedores de conhecimentos, habilidades, capacidades, empregando a inteligência na perspectiva de ajudar e ultrapassar os limites.

          Por último afirma que a educação é uma prática de aprendizagem e vivência de valores entre indivíduos, que se socializam, na convivência da diversidade humana num ambiente onde há respeito, solidariedade e amizade.

          No desenvolvimento das atividades percebemos que não é fácil avaliar, pois os funcionários, também os educadores deverão aprofundar a consciência de sua responsabilidade, para ter reconhecida a importância do seu trabalho, no processo pedagógico da escola.  Para tanto avaliar o fazer de cada profissional é ter um olhar atento; ao envolvimento de cada um, a eficiência, o respeito para com o outro nas suas posições, é que levam a acontecer mudanças necessárias a gestão escolar de qualidade.



3. CONCLUSÃO



            Analisando minha caminhada no Progestão no inicio foram muitas as incertezas quanto a minha permanência no curso como professora e bibliotecária da escola onde atuo. Como toda atividade pedagógica transforma os que nela se envolvem, o Progestão me transformou. Mesmo diante das dificuldades compreendi que nossas escolhas definem os caminhos que queremos seguir e as nossas ações é que pode estimular o outro no processo de mudança.

            O Progestão foi uma porta que se abriu para mim, serviu como estímulo, deu-me a oportunidade de buscar e me apropriar de vários conhecimentos no processo de gestão escolar. O que acho fundamental na vida do educador, “as mudanças respondem a força e a ousadia do buscar e remexer o passado para construirmos um futuro melhor e com bases sólidas”. E foi nesse buscar que encontrei documentos históricos na nossa unidade escolar, valiosos que podem servir de suporte para darmos inicio a vários trabalhos e várias propostas para melhoria da qualidade da educação nossa escola e também do nosso município.

           O que nos faltou foi tempo para desenvolvermos todas as atividades dos módulos e para fazer os devidos encaminhamentos e propostas para trabalhos que poderiam ser feitos com a participação de diversas escolas e profissionais que não foram contemplados com o curso do Progestão.

Assim posso vislumbrar a construção do patrimônio imaterial desta instituição escolar e incentivar a construção do acervo da cultura escolar.

            Posso dizer que me tornei consciente e capaz de compreender e encaminhar propostas para o desenvolvimento de uma educação de melhor qualidade e propor ações para a prática de uma convivência democrática.

               Autoavaliação



No inicio do Progestão já compreendia a função social da escola, porém não sabia como desenvolver a avaliação institucional da escola. Ao iniciar as atividades do Progestão estas habilidades em mim foram sendo desenvolvido, o que gerou mudanças significativas na equipe escolar. As ações da escola ficaram mais claras e evidenciadas para a comunidade, o que gerou maior envolvimento da mesma e participação ativa dos conselhos escolares na prestação de contas do PDDE.  Assim sempre busco um maior envolvimento do corpo discente e da comunidade nas atividades desenvolvidas na escola. Isto foi acontecendo à medida que desenvolvi através do Progestão as competências necessárias para uma gestão democrática e participativa.

Conduzir a gestão pedagógica da escola de forma a tornar a aprendizagem bem sucedida é foco da nossa instituição escolar. Mas para isso precisava desenvolver algumas competências que ficaram claras para mim a partir dos estudos do módulo e do desenvolvimento das atividades propostas. Para isso organizamos as atividades de forma articulada com Projeto Pedagógico e de forma que pudéssemos agregar as políticas públicas da educação dentro da nossa instituição. Foi preciso estudar melhor e observar as leis da LDB que nos dá suporte para uma gestão eficiente da instituição escolar.

Favorecer um clima de convívio democrático e envolver as pessoas no processo de gestão foi uma das competências muito interessante e gratificante desenvolvidas durante o Progestão, pois percebi que foi um processo que me envolveu na dimensão pessoal e profissional, ocorreram em mim mudanças importantes no convívio profissional. Instalaram-se na escola um clima de envolvimento entre todos os profissionais da escola o que causou uma mudança nas relações e uma maior abertura para o diálogo entre todos.

A eficiência na gestão dos recursos financeiros, patrimônio escolar e dos servidores era incipiente, porém o estudo do módulo do Progestão foi de suma importância para me esclarecer e desenvolver a capacidade de executar com clareza e de acordo com as leis da Gestão Pública os recursos financeiros e o patrimônio escolar sem ferir os princípios da lei. Gerenciar o quadro dos funcionários de acordo com as necessidades da instituição é uma necessidade quando se busca uma educação de qualidade para todos, no entanto esta competência ainda era incipiente, foi preciso conhecer melhor o Estatuto do Servidor Público para desenvolver esta competência de gerenciar os recursos humanos de acordo com os princípios da Constituição Brasileira.

Por  MARLEIDE BATISTA VILAS BOAS SILVA

4. REFERENCIAS



PENIN, Sônia Teresinha de Souza. Progestão: Como articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da comunidade? Módulo I / Sônia Teresinha de Souza Penin, Sofia Lerche Vieira; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



DOURADO, Luiz Fernandes. Progestão: Como promover, articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar? Módulo II / Luiz Fernandes Dourado, Marisa Ribeiro Teixeira Duarte; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



      MARÇAL, Juliane Corrêa. Progestão: Como promover a construção coletiva do projeto pedagógico da escola? Módulo III / Juliane Corrêa Marçal, José Vieira de Sousa; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.

           



        GROSBAUM, Marta Wolak. Progestão: Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e sua permanência na escola? Módulo IV / Marta Wolak Grosbaum, Claudia Leme Ferreira Davis; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



CARVALHO, Maria Celeste da Silva. Progestão: Como construir e desenvolver os princípios de convivência democrática na escola? Módulo V / Maria Celeste da Silva Carvalho, Ana Célia Bahia Silva; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



MOREIRA, Ana Maria Albuquerque. Progestão: Como gerenciar os recursos financeiros? Módulo VI / Ana Maria Albuquerque Moreira, José Roberto Rizzoti. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2009.



MARTINS, Ricardo Chaves de Rezende. Progestão: como gerenciar o espaço físico e o patrimônio da escola? Módulo VII / Ricardo Chaves de Rezende Martins, Rui Rodrigues Aguiar; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.





ABREU, MARIZA Vasques de. Progestão: Como desenvolver a gestão dos servidores na escola? Módulo VIII / Mariza Vasques de Abreu, Esmeralda Moura; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



FERNANDES, Maria Estrela Araújo. Progestão: como desenvolver a avaliação institucional da escola? Módulo IX / Maria Estrela Araújo Fernandes, Isaura Belloni; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários da Educação, 2001.



FREITAS, Kátia Siqueira. Progestão: Como articular a gestão pedagógica da escola com as políticas públicas da educação para a melhoria do desempenho escolar? Módulo X José Vieira de Sousa; Kátia Siqueira de Freitas. Coordenação Geral: Lílian Barboza de Sena – Brasília: CONSED – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2009.

              

            FREIRE, Paulo- 1997: Democracia na Escola: mensagem retirada da internet.



CHIAVENATO, Idelbrando - Gestão de pessoas: O novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.



As anotações dos anexos;

Módulo I: Encontro Regional de Educação.

Módulo IX: Portaria Interna da Direção.

Módulo III: Histórico escolar do Curso de Suplência, ficha individual do aluno do ano de 1981 e1986 e a Portaria Interna da direção.

Módulo V: Oficio do Banco do Brasil.




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